14/10/2011 – Automobilismo
Pela segunda vez em sua história, a Fórmula 1 vai à Coreia do Sul para disputar um GP. Para este ano, a pista sofreu diversas melhorias, após os aprendizados obtidos na edição inaugural, quando a pista não havia sido totalmente finalizada.
De acordo com as informações da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), diversas mudanças foram feitas para melhorar as margens e as zebras do circuito coreano. Outra alteração importante é a mudança do muro que vai das curvas 16 a 18. A proteção foi movida para trás, afastada do traçado, para que os pilotos tenham uma melhor visibilidade.
Confira uma análise técnica do circuito coreano feita por Luiz Razia, terceiro piloto do Team Lotus na F-1. Para ele, os pneus escolhidos pela Pirelli não são ideais para a prova e a estratégia deve girar em torno de três paradas, com Red Bull e McLaren levando a melhor no segundo e terceiro setores, por conta da exigência aerodinâmica.
Motor
"A Coreia tem três retas importantes, que exigem bastante dos motores e tambem de velocidade final. Acredito que a Force India deve mostrar pontos fortes no primeiro setor."
Pneus
"A Pirelli escalou os compostos mole e o super mole, mas creio que não seria a pista para essa escolha. Porém podemos ter uma surpresa com o tipo de asfalto. Acredito que poderiamos ter três paradas no minimo. Até quatro paradas pode ser cogitado, caso aconteça algum equívoco no acerto do carro"
Aerodinâmica
"No primeiro setor, é preciso um carro rápido nas retas; já no segundo, o mais importante é pressão aerodinamica: veremos Red Bull e McLaren bastante fortes no segundo e terceiro setores, onde a media de velocidade de curvas aumenta consideravelmente em comparaçao ao primeiro setor."
Freios
"É preciso esquentar bem os freios antes de começar a volta. A primeira curva exige bastante para a primeira freada depois de uma longa reta, porém o circuito não tem um alto consumo dos materiais."
Estrategia com Pneus/Kers/DRS
"De acordo com meus dados, no ano passado, nos treinos livres, tivemos um grande gasto dos pneus. Porém. a corrida foi na chuva, por isso nao é possivel prever com precisão o que pode acontecer, mas com os simuladores é possível entender que a degradação aqui vai ser alta por dois motivos: a pista esta muito suja e nao foi usada o ano inteiro, além de ter muitas curvas de alta velocidade o que provoca bastante degradação. O DRS é importante ativá-lo no ponto certo, sempre na saida das curvas, com as retas longas. Se o piloto ativar dez metros depois de 100% no acelerador, isso pode custar algum tempo na qualificação. Ja na corrida, o DRS tornará o concorrente uma presa fácil. O Kers, por sua vez, pode produzir no maximo 0s234 por volta! Nao é tão grande quanto esperávamos e a largada aqui tambem nao é uma grande vantagem."
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Luiz Razia e a Casa Filadélfia
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