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Biografia

Minha carreira começou como um hobby. Por meio do meu pai, que corria por pura paixão, ingressei no automobilismo profissional em 2002, competindo no Autocross - campeonato de rali conhecida nos dias de hoje como Velocidade na Terra.

Foi em Barreiras, minha terra natal, que fiz minhas primeiras provas na categoria e, com 14 anos em 2003, fui vice-campeão, perdendo o campeonato por apenas um ponto.

Em 2004, me mudei para Brasília, em busca de meu maior sonho: alcançar a Fórmula 1, mais cobiçada categoria de automobilismo. E foi a partir daí que comecei minha carreira nas pistas com os karts. Com apenas poucos meses de trabalho, fui campeão brasileiro, brasiliense e do Centro-Oeste; vice-campeão sul-brasileiro e da Copa Brasil, e Revelação do Ano pela Federação Brasiliense de Automobilismo (FBADF).

Hora de subir a escada. Em 2005, com 16 anos de idade, me mudei para São Paulo e ingressei simultaneamente na Fórmula 3 Sul-americana e na Fórmula Renault, as duas categorias de bases do automobilismo brasileiro na época. Neste ano, terminei em sexto no campeonato continental com três vitórias, três voltas mais rápidas, duas pole-positions e dois recordes de pista, em Brasília e Córdoba, na Argentina.

No ano de 2006, fui campeão Sul-americano de F-3 com 17 anos. Neste período, obtive sete corridas, com sete poles, sete voltas mais rápidas, dois recoreds de pista (Brasília e Curitiba) e 13 pódios no total. No fim do ano, participei de três corridas em F-3000 no Estoril, em Portugal, vencendo todas. Por todas estas conquistas, fui eleito o melhor piloto brasileiro da categoria "Fórmula", conquistando o prêmio de "Capacete de Ouro", promovido pela revista "Recing".

Hora de ir para a frente neste sonho que poucos acreditavam. Em 2007, me mudei para a Itália, onde disputei a Fórmula 3000 europeia. Com 18 anos, passei a enfrentar, além de minha própria cobrança, dificuldades como hábitos, costumes e língua diferentes. Fui o terceiro colocado no campeonato europeu, conquistando seis pódios naquele ano de muito esforço e de dificuldades financeiras, pois jamais contei com o apoio de patrocinadores. Foi meu pai quem sempre arcou com todas as despesas para que eu alcançasse o meu sonho. Neste mesmo ano recebi convites para ir a GP2, mas isso se tornou inviável por questões financeiras.

Sendo assim, em 2008, permaneci competindo na F-3000, vencendo duas corridas e subindo ao pódio por mais cinco vezes. No final desse ano, surgiram boas oportunidades para que eu participasse de alguns testes na GP2, motivo que me fez deixar de participar das duas etapas finais da F-3000 quando estava liderando. Isso me fez perder a chance de ser campeão, terminando o campeonato em quarto.

Em 2009, participei da GP2, principal categoria de acesso à F-1, que acompanha as 11 etapas europeias do Mundial. Neste ano, conquistei duas vitórias, uma no Bahrein e outra em Monza, na Itália (um dos templos do automobilismo), despertando, assim o interesse das equipes da F-1. Afinal, tinha apenas 20 anos, sendo cinco de automobilismo.

Em dezembro, fui convidado para ser o piloto reserva e de testes da Virgin Racing, uma das novas equipes que entraram no campeonato de 2010 da Fórmula 1, de propriedade do milionário empresário inglês Richard Branson. O sonho de pilotar um carro da categoria foi realizado logo no início do ano, em Jerez de la Frontera.

Desta forma, em 2010, alternei minha participação na GP2 com o acompanhamento de todas as etapas da Fórmula 1 e e um trabalho intenso no simulador da equipe, desenvolvendo novas partes, com a possibilidade, inclusive, de vir a substituir um dos pilotos oficiais, caso ocorra algum imprevisto que inviabilize a participação dos titulares.

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