Como foi o início de sua carreira no automobilismo?
- Foi muito esperada, comecei um pouco tarde aos 11 anos, mas, logo entrei em uma categoria que só podia com mais de 16, o auto-cross,todos pilotos tiverem que assinar um termo deixando eu correr e lá fui eu,consegui ser 4(quarto) no primeiro ano e 2(vice-campeão) no segundo perdendo apenas por 1 ponto o campeonato,decide então partir para o kart onde tive surpresas e muito aprendizado.
Qual a importância do seu pai e da sua família tanto no início quanto na atual fase de sua carreira?
-Todos sempre me apoiaram e nunca tivemos algum desentendimento quando a corridas e competições sempre fui um menino competitivo e sempre tive o apoio de meus pais, irmãos e até minha namorada. Minha família nesse ponto e demais meu pai e super dedicado a mim e a família, ele e aquele pai que construiu um patrimônio bom e que ao em vez de trabalhar muito depois de 58 anos ele dedica a maior parte do tempo para a minha mãe e para a família.
Você começou a competir no Auto-cross, algo pouco comum entre os pilotos. Isso deu a você um aprendizado diferenciado?
-Isso não e nem um pouco comum mesmo, pois acho que só eu do auto-croos ou de rali que depois começou a correr no asfalto, acho que a mudança não foi muito sempre procurei a perfeição nos carros de corrida dês do auto-cross kart e formula-3 sempre dedico meu tempo todo aos carros a malhação e a construção mental do automobilismo, sempre procuro estar diferenciado nas categorias como foi diferenciado no começo.
Ir do kart direto para a Fórmula 3 Sul-Americana não foi um passo muito grande?
-Não acho que todos os pilotos que estão no kart se tiverem oportunidade tem que começar por onde eu comecei pois aprendi muito rápido em um pais que não precisa ter tantos resultados para que consiga chegar na F-1 , no Brasil estamos para aprender muito e chegar na Europa ou Estados Unidos e mostrar nosso aprendizado se foi muito bom ou fraco, e acho que temos demonstrado ao longo dos anos que o Brasil tem uma escola muito boa,mas agradeço sempre por ter ido direto para a formula-3 hoje estou em um nível bem elevado se fosse pensar em fica mais uma não no kart fazer formula são Paulo e formula Renault iria gastar 3 anos para chegar no nível que estou hoje.
E como foi competir, simultaneamente, na Fórmula Renault e na Fórmula 3?
-Foi um supletivo do automobilismo fiz duas categorias em dois anos que foi muito bom para assimilar largadas e disputas dentro das pistas, consegui aprender muito em um ano e modéstia parte ficar com um preparo físico muito elevado.(risos)
Para competir você já precisou mudar-se de Barreiras para Brasília, e hoje passa muito tempo na oficina da Dragão Motorsport, em São Paulo, aprendendo sobre o carro. Fale um pouco de sua trajetória e das dificuldades que você já teve que passar para tornar-se um piloto de corridas.
-Me mudei de Barreiras para Brasília para morar sem meus pais, só com minha irmã que já foi um pouco difícil, mas dentro de dois anos me acostumei e hoje morando sozinho em São Paulo me sinto acostumado com a rotina que as vezes transformo em diversão,aqui em São Paulo levo a vida um pouco agitada, pois alem do dinheiro ser contadinho pra viver aqui tenho escola cursos e ainda passo meu tempo estudando inglês procurando em parte patrocinadores e ao longo da tarde na oficina na verdade mexendo mesmo nos carros, talvez se tirassem um mecânico do meu carro eu conseguiria ajudar o outro tranqüilo.
A temporada de 2006 está sendo de muitas conquistas. Você lidera o ranking de pole positions, vitórias e melhores voltas e ocupa o segundo lugar no campeonato. A experiência de um ano na Fórmula 3 está sendo fundamental para isso?
-Tudo foi fundamental para chegar onde estou, acho que se hoje eu parasse de ir na oficina de treinar ou de procurar saber mais sobre o carro eu ficaria para traz com certeza,tudo que eu faço ou me preparo cada vez me da mais sorte e menos chance de errar, talvez por isso que estou bem porque me esforço muito,mas dizer que tenho todas essas estatísticas e estou a 3 pontos do líder e piada,(risos) mas tive 4(quatro) corridas sem fazer ponto nenhum isso explica a situação.
Qual foi o momento mais marcante de sua carreira até o momento?
-Quando aprendi a ter calma dentro do carro, dentro da equipe e agir com segurança e muita certeza.Depois ter me enganado completamente que o carro tinha uma reação que na verdade tinha outra.
Qual foi o seu maior erro, daqueles em que, terminada a corrida, você pensa: vou voltar para os boxes e levar uma bronca do meu chefe de equipe?
-Largar na pole,apagar o carro na largada,conseguir voltar e na 1 curva que fui fazer rodar sozinho.Sem comentários.
E em relação aos circuitos, qual é o seu preferido e por que?
-Brasília, treinei muito lá e tem curvas de baixa e alta velocidade, também gostei muito do de Rafaela a velocidade e grande e o risco também isso me deixa entusiasmado.
Falando um pouco da vida pessoal, como é o Luiz Razia fora das pistas?
-Palhaço, bem humorado, sei ser serio e brincalhão, gosto de sair, e as vezes sou muito caseiro, internet sempre e um vicio mas não sou muito ligado, estudo, faço cursos, trabalho(dando aula) e em dias livres gosto de conhecer lugares e viajar muito.
Você hoje mora sozinho. Isso significa que você cuida da sua própria roupa e da sua própria comida?
-Exatamente, cozinho, lavo, passo, arrumo, e a diária que cobro e R$ 60,00(risos) faço tudo sozinho isso será uma experiência muito boa para a vida.
E como é o Razia na cozinha? Água ou refrigerante, carne vermelha ou peixe assado?
-Água sempre saudável, suco também a gora uma coca sem gás e muito bom.
Gosto muito de carne meu pai faz um churrasco perfeito. Por isso a devoção.
Aparentemente cada passo de sua carreira é bem planejado. Essa experiência de se virar sozinho também faz parte de sua preparação para a dura vida de um piloto estrangeiro na Europa?
-Certeza que isso vai ser uma experiência já feita no Brasil e que vai ajudar para quando eu for para Europa, mas lá tudo é diferente língua TV comida tudo, e acho que isso vou sentir como qualquer ser humano, é uma questão de adaptação.
Se fosse para mudar-se para a Europa no ano que vem para competir, qual país você escolheria para morar, independente do campeonato que você vai disputar?
-Na verdade eu escolheria um quarto do lado da equipe para que eu pudesse ficar perto da equipe e da sede.
É comum os boleiros terem um time do coração. Você, como piloto, tem uma escuderia do coração, aquela pela qual gostaria de guiar um dia?
-Mclaren com certeza,tenho uma afeição muito especial pelo time.
Antigamente era mais comum um piloto ir direto da Fórmula 3 para a Fórmula 1. Hoje a categoria máxima está tão evoluída que faz-se necessário passar pela GP2 e, muitas vezes fazer um estágio como piloto de testes antes de poder disputar um Grande Prêmio. Você acha que isso só ocorre por causa da evolução dos carros, por falta de vagas na F-1 ou porque os valores investidos são tão altos que as equipes não se arriscam mais a dar uma chance a um piloto novato?
-Tudo implica na verdade acho que a F-1 tem preferências por pilotos indicados, ou pilotos que apresentam um diferencial grande e hoje em dia não e mais aquele piloto que acelera muito,mas sim aquele piloto que sabe conversar com o carro mudar o acerto durante a corrida para extrair o melhor possível do seu formula e conseguir passar não só informações mas,dicas para o carro ficar com mais efeito solo,mais aerodinâmica,mais freios e mais aderência.
Que mensagem ou dica você deixaria para quem está começando a competir?
-Faca realmente o que gosta,faca por amor,nunca mesa sacrifícios. Se você tiver realmente vontade de aprender ser humilde, ter sorte e fé em deus um dia você chega lá. Só e digno do podium aquele que usa a derrota para alcançá-lo. Não tenha medo de errar pois o erro faz nos ensinar verdadeiros conhecimentos sobre nos mesmos e sempre lembre-se que o “Sucesso e um mal-professor.”