Panico vs Transalouca

terça-feira, 13 de dezembro, 2011

Transalouca

No mês de Novembro e Dezembro participei do “Panico” na Jovem Pan e também na “Transalouca” na radio Transamerica, programas que tem algumas semelhanças. O Panico é um programa que ajuda, faz humor, noticia, faz brincadeiras e também grandes entrevistas e é, muito mais antigo que o da radio Transamerica. A Transacola já para começar dura uma hora em comparação a duas horas de programa do Panico, os personagens do Panico são mais famosos pelo programa no Domingo na RedeTV, já o da Transamerica são conhecidos de outros lugares ou da própria radio, mas não deixam de ser especiais.

Transalouca

Toda essa comparação é só para deixar o recado que tanto um, quanto a outra tem um espaço notório na radio através de entretenimento das pessoas no transito ou em casa. Na verdade eu não sabia o que escrever para esse blog, e agora que você esta começando a entender o que eu quis dizer, você vai ficar com as entrevistas que fiz em uma radio e outra, mas só para finalizar, o Panico disponibiliza a entrevista completa na internet para que os ouvintes possam escutar e a Transalouca tambem confira os links abaixo para escutar todas as duas.

Panico na Radio Jovem Pan

Panico na Internet : LINK


Panico

Transalouca Parte 1

Transalouca Parte 2


LINK COMPLETO TRANSALOUCA –
Clique.


Bom dia Dezembro

sexta-feira, 2 de dezembro, 2011

Point

Bom dia Dezembro, em terras inseguras e muito preocupantes nos estamos chegando a mais um final de ano, sem muito mais nem menos, estamos somente no final do ano. Um dia estamos sonhando e no outro nossos sonhos se tornam realidade, aquela que nunca saberíamos como realmente seria, se apenas me tivessem dito que era assim.

Corações foram quebrados, erros foram feitos, lições duras foram aprendidas e depois de muito trabalho ainda parece estar tudo parado, ainda que tudo nesse mundo pareça ser tao firma como prego na areia. O mundo se move sem que nos percebamos, e nem mesmo precisa da nossa ajuda para continuar adiante. Não sei ainda como chegamos aqui, só sei que aqui estamos, todos nos.

Dificuldades são nossos tijolos de caráter e personalidade, tudo o que acontece contra e a favor de nos aqui nesse mundo de alguma maneira nos muda, altera o nosso sistema e nos ensina ou nos molda em um novo Eu. Tudo que passa ao nosso redor é também fruto de nosso empenho, dedicação e principalmente das nossas ações mesmo que sejam retas. Pois até os íntegros neste mundo são condenados. Dezembro seria um mês para refletimos o que foi nosso ano, o que fizemos com ele, se por acaso o colocamos no nosso pódio dos melhores anos de nossas vidas, ou somente mais uma corrida insignificante.

O tempo não para de passar, e a estrada cada vez parece ser maior, até porque não conseguiríamos parar o tempo de nenhuma maneira, ele é uma constante, um investimento que precisa ser bem aproveitado para o melhor de nossas vidas e de outras, pois esse mesmo não volta. Aqui, em tudo estaremos investindo nosso tempo, ou para aqueles que não sabem essa palavra, estarão gastando tempo, pois o gasto não tem retorno, o investimento sim.

O ano passou com grandes mudanças e poucas alterações, o que me faz acreditar que, quanto mais o mundo muda, mais ele fica o mesmo, somente as proporções e a readaptação das pessoas que sofrem as mudanças. Mas essa é grande verdade, meninos se tornam homens, homens se tornam maridos e pais, e nos estamos fazendo o melhor que podemos.

Assim continuo atuando ao máximo, constantemente ao prol do melhor para meu egocentrismo, não entendendo que ser você mesmo muda seu caráter, e eu não lembro exatamente quando as coisas mudaram, só sei que mudaram. Alguns momentos pensamos que somos impenetráveis, outros, nos encontramos com o coração batendo fora do nosso peito, expostos aos elementos. Viver intensamente tem sido a maior dadiva, dolorosa e gratificante emoção que poderia existir, fazemos silencio para nos protegermos do mundo, por isso a vontade de tentar sera sempre a força para ir em frente, não somente para mim, mas para todos que em Dezembro relembraram dos seus melhores tempos.


Automobilismo no Brasil

quinta-feira, 24 de novembro, 2011

Razia

Já não é mais somente um jornalista que me pergunta: “Por que a situação brasileira no automobilismo de monoposto esta tao decaída?”. Uma pergunta difícil, que deixa qualquer um inquieto, pois a resposta é ampla cheia de problemas e pessoas a serem acusadas. Porém, ao refletir um pouco sobre esse assunto, conclui que tudo é fruto de nós mesmos, como pessoas, dentro do Brasil.

Se eu sou piloto, preciso fazer minha parte, certo? Preciso de qualquer forma divulgar meu nome, divulgando a categoria em que corro, buscando patrocinadores desde cedo para ir conhecendo pessoas e empresas ao longo da minha carreira, falar o melhor possível de onde passo e meus passos para o futuro, e dar o sangue para o meu pais, coisas que todos os pilotos fazem. Por sua vez, o dono de equipe precisa ser o mais honesto possível, tratar sua equipe como se fosse sua casa, seus empregados como sua família e seus pilotos como filhos, doar seu coração aos seus projetos e fazer tudo com dignidade. As autoridades das confederações precisam olhar no espelho todo dia e perguntar o que eles estão fazendo de bom para o nosso automobilismo, como que eles estão se preocupando no dia-a-dia para as coisas melhorarem no mundo automobilístico no Brasil, da base até o categoria mais superior.

As empresas, por sua parte, precisam entender que automobilismo é uma ferramente genial de publicidade, pois atinge muitos veículos em um número só. Jornais, revistas, rádios, televisão, internet… São todos os veículos usados hoje em dia em uma corrida, e isso para qualquer empresa que precisa de publicidade é prato cheio, alem de contar com promoções que podem ser realizadas com equipes e pilotos.

Os jornalista, por sua vez, deveriam mostrar o lado bom das coisas. Claro, a critica é necessária, porém o incentivo também é importante, é preciso de um equilíbrio. Hoje o que mais se vê são criticas, especulações, difamaçõe entre outras coisas negativas que eu não consigo entender: por que alguém quer puxar o próprio barco para baixo? Talvez para salvar seu emprego. Mas a questão é seria, ao ponto de os próprios pilotos não serem bem quistos nos seus próprios países pelo numero de criticas recebidas dos veículos de noticias.

Os fãs de automobilismo por sua parte precisam também enxergar um outro lado, todos precisam ir ao autódromo, é fundamental demostrar que gostam de automobilismo. Todo mundo vai ver jogo de futebol, por que então não vão ver as corridas no autódromo? Tem tanto espaço e sem contar que é muito legal para quem gosta é claro.

Não é somente culpar os outros e pensar que as coisas vão mudar, (mania brasileira), de pensar que colocar a culpa nos outros é mais fácil do que olhar no espelho. Se você, de qualquer forma, tem poder dentro desses quesitos que mencionei e não esta nem se esforçando para melhorar a forma de que esta sendo tratado este esporte no Brasil, você também é um culpado da situação.

Aqui vai uma entrevista que fiz para a Radio CBN com o Guilherme, e ele me perguntou sobre isso e agora refletindo criei esses texto.

Entrevista Radio CBN ( Guilherme & Luiz Razia ) by DriveRiot


Luiz Razia – Abu Dhabi test

quinta-feira, 17 de novembro, 2011

We chat with Luiz Razia after his day testing the Team Lotus T128 in Abu Dhabi on Wednesday 16th November 2011

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You can see more of Luiz’s own videos at his channel: http://www.youtube.com/luizrazia


Trabalho nos testes

quinta-feira, 17 de novembro, 2011

Tl128 Luiz Razia

Os testes de final de ano na Formula 1 podem servir para viários fins, desde avaliação dos pilotos que estão escalados para andar no dia até para a coleta de importante dados de pequenos ajustes nos carros durante o dia.

O mais importante para um dia de teste é a constância de voltas durante o dia, para a equipe é muito importante que o piloto consiga um ritmo rápido e regular durante o dia inteiro, e apenas alguns piques de performance quando é necessário ou programado. Todos devem lembrar que nos testes de pre-temporada os tempos não condiz muito com o que realmente é mostrado na pista. As equipes usam bastante combustível e a programação é para outros objetivos que são mais importantes que somente voltas rápidas.

Para dar um pequeno exemplo, a duas semanas atras a Team Air Asia em Barcelona testou varias coisas diferentes com o meu carro, andamos com bastante combustível e nos concentramos em informações para corrida mais que a qualificação, e ao chegarmos em Abu Dhabi, a surpresa na corrida foi que nosso carro estava mais rápido do que todos na sprint e na primeira somente o Leimer conseguiu nos superar. Isso mostra o quanto é importante seguir o programa para o beneficio de todos.

Em si na Formula 1 o programa consiste em varias saídas de sete voltas no total, com cinco voltas rápidas. Dessas cinco voltas o piloto precisa ser o mais constante possível para eles poderem avaliar qualquer produto que esta sendo testado no carro. A maioria do trabalho é feito com o composto mais duro, para uma avaliação mais equilibrada, somente para os “performance runs” usamos os compostos mais moles. O primeiro argumento a ser discutido é o aquecimento dos pneus, na Formula 1 é usado os cobertores para aquecer os pneus antes de saírem para a pista, porem quando o piloto sai do box as temperaturas caem significantemente, por isso é preciso ser rápido e experto ao sair dos boxes para manter as temperaturas. Depois de discutirmos o comportamento dos pneus é hora de falar sobre o carro, quais são os problemas principais como sair de frente, pouca tração, balanço aerodinâmico, frenagem, aceleração lateral, movimento longitudinal entre outros fatores que são determinantes para dar confiança ao piloto para levar o carro ao limite.

Working

Working

Esse processo é repetido por 15 vezes durante o dia, incluindo as voltas de qualificação, em cima de todo esse processo, os engenheiros orientam os pilotos a fazerem mudanças nas configurações no volante durante as voltas, o mais usado é a mudança do giro do motor, mapa do acelerador e posição do diferencial, enquanto os pilotos estão na pista fazendo as cinco voltas rápidas todos esses comandos são recebidos através do radio. Ao terminar cada saída de sete voltas, ao chegar ao pit lane o piloto precisa fazer um procedimento de largadas, que é bastante complexo porem depois que o piloto acostume fica automático, consiste em colocar o carro em neutro, apertar a embreagem e selecionar o botão BPF (Bite Point Finder), engatar a primeira marcha, assim o sistema ira achar a melhor configuração para a largada, após esse comando, o piloto recebe uma configuração de embreagem que é preciso selecionar de 1 a 12. Ao terminar todo esse precedimento o piloto deve parar o carro, em neutro, aperta as duas embreagens, acelere até 65% do máximo, e depois larga normalmente.

Existem outros procedimentos que são feitos durante cada saída, porem posso cobrir em outros textos aqui no blog. Os pilotos podem completar até 100 voltas em uma pista como Abu Dhabi que é um pouco longa, que já é quase o dobro de uma corrida no Domingo. O mais importante é ressaltar que as equipes estão totalmente concentradas em aquirir o máximo de informação para futuros eventos, se o piloto for rápido, só fez sua obrigação, qualquer coisa a menos a equipe fica decepcionada.

Nesse trabalho existe somente uma opção, perfeição, todos procuram fazer o melhor trabalho possível e se todos conseguem esse objetivo no final do dia é um bom trabalho, do contrario é considerado uma derrota.


Entrevista 16 Válvulas

quinta-feira, 27 de outubro, 2011

Luiz Razia Fala de Sua vida e GP da India

Oi pessoal, aqui esta uma entrevista que fiz com 16valvulas @zasseisvalvulas | Blog dos Campeões http://www.16valvulas.wordpress.com

Nesta entrevista falamos de tudo, falei um pouco do meu pai, um pouco da minha família, incio da carreira, falamos sobre o quanto é difícil encontrar patrocinadores no Brasil, e também o quanto é difícil para outros pilotos, no caso o Alvaro Parente, Português. A entrevista com o 16 Válvulas um, Blog Português, foi muito legal, passou algumas memorias pela minha cabeça e alguns momentos que nunca vou esquecer, coisas que fiz, coisas que conquistei e tenho muito orgulho.

Por isso vou deixar aqui com vocês o audio, assim vocês podem escutar em casa enquanto surfam na internet ou enquanto estão na cozinha assistindo TV( Sim eu consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo) por isso deixo aqui :

Luiz Razia fala da sua vida e do Gp da India 2011 by DriveRiot

Deixem comentários por favor.


Engenharia (1) – McLaren

sábado, 15 de outubro, 2011

A McLaren MP4-26 não foi um sucesso no começo do ano, devido a complexidade que foi desenvolvido durante o inverno de 2010 para o lançamento em Fevereiro de 2011. O carro chegou com um novo conceito em termos de inovação nas laterais e um novo sistema de refrigeração para suprir toda a engenharia do carro desde: cambio, motor, óleo, água e Kers.

Nos testes em Fevereiro eles pareciam estar sem a performance de uma McLaren, como no ano de 2009 quando as novas regras foram introduzidas. Mas era só o começo, já na Australia eles chegaram muito mais competitivos que nos testes, e desde então foram os únicos que puderam vencer mais de uma vez na temporada de 2011. Vamos fazer uma analise de engenharia e aerodinâmica no carro que tirou a RedBull da pole na Korea pela primeira vez no campeonato.

Primeiro vou mostrar um foto do lançamento do carro que foi tirada por um fotografo da Formula-1 no começo do ano, como vocês podem perceber na foto, o difusor era bastante simples e arredondado nas laterais e nas pontas.Você pode perceber que a lateral da asa traseira também não tem as barbatanas para direcionamento do ar e também o difusor não tem o gurney.

Agora que já olhamos o carro ao sair do forno, vamos analisar o carro que finalmente fez a pole na Korea, praticamente o mesmo carro visualmente para muitos, mas é nos detalhes que as equipes ganham corridas, como a Mclaren já fez este ano.

Figura 2.0 - McLaren MP4-26

Começando pelo ponto “A”, a McLaren introduziu um gurney no difusor que foi adotado para gerar mais downforce, o gurney é uma solução muito interessante, pois alem dele provocar uma turbulência ao pros de gerar mais downforce, ele também funciona muito bem com pouca velocidade, por ser quase que uma mini parede contra o ar, inclusive nessa área que o ar chega muito disperso. O ponto “A” é em conjunto com o ponto “B”, a base do difusor com o Gurney já embutido, primeira evolução da Mclaren para Autralia. O perfil de cima, o ponto “A”, veio mais tarde no campeonato.

O ponto “C” mostra que apensar deles terem desenvolvido bastante, ainda existem problemas de aquecimento no assoalho, devido ao escapamento que é direcionado especificamente naquela área para usar os gases que saem à uma velocidade altíssima dos exaustores, assim gerando mais pontos de downforce na parte superior do difusor. O ponto “D”, mostra fios que são sensores de pressão aerodinâmica, coisa que nossa equipe na Lotus não tem, são desenvolvidos pela própria McLaren Eletronic System. Com esses dados eles podem calcular exatamente o que se passa nas asas traseiras a qualquer momento ao decorrer de uma curva ou reta, melhorando ainda mais os simuladores virtuais para acerto aerodinâmico para cada circuito. Nesta mesma figura você pode perceber as barbatanas ao fim da lateral nas asas traseiras, evolução que veio depois dos testes em Fevereiro.

Figura 3.0 - McLaren MP4-26

Recentemente introduzido, essa nova solução de escapamento veio no final da fase europeia, ainda parece um pouco grotesco o sistema mas é muito eficiente, como vocês podem ver no ponto “A”, o escapamento é bastante longo quase chegando a altura onde começa o pneu, assim capaz de direcionar o ar ainda mais certo para a parte superior do difusor, o cano curto ou longo tem praticamente a mesma força de aumento na aceleração do ar que passa no difusor, mas o canal mais longo como esse no ponto “A”, direciona melhor e especifico na região, determinado por inúmeras simulações, provocando a melhor eficiência na parte traseira do carro.

Certo que aumentando significantemente a estabilidade da traseira do carro, o piloto ira sofrer muito com o “understeer” (quando o carro sai muito de frente), mas a Mclaren achou uma solução para isso, apenas aumentado o “Rake” do carro, traduzindo, a parte traseira fica mais alta em comparação a dianteira em termos de altura, assim amentando o centro de rolagem do carro dando assim mais aderência dianteira. Por isso que a combinação do gurney, escapamento longo e altura do carro foi uma evolução que levou algum tempo para descobrir, mas assim podendo tirar o máximo do carro.

Observando o ponto “B”, o modelo do escapamento, que é um oval achatado, varias equipes usam soluções diferentes como as fotos seguintes :

Figura 5.0 - TeamLotus

A Team Lotus usa uma outra solução, ponto “A”, mais achatada retangular, ponto “B”. Desenvolvido junto com os números da fornecedora de motor Renault em conjunto com os projetistas do assolho do carro. A famosa solução da Renault que também é oval achatado, só que os escapamentos são direcionados para frente nas laterais inferiores dos carros :

Figura 4.0 - Renault-Lotus

Já a Ferrari usa o mesmo sistema da Team Lotus com os exaustores achatados.

Figura 6.0 - Ferrari

Ainda na traseira do carro da Mclaren encontramos o sistema de “Pushrod” invertido, ponto “A”, assim sendo denominado “Pull Rod”, é um novo sistema introduzido já em 2010, ideá da RedBull Technology, esse sistema permite que os amortecedores fiquem alojados dentro e no centro do cambio, podendo assim também colocar as barras de torções na horizontal, tudo isso para evitar o transferimento lateral do peso e também localiza-lo o mais perto do chão possível para baixar o centro de gravidade daquela especifica área do carro. A geometria e engenharia do cambio é muito importante para o funcionamento do carro em curvas de baixa, assim melhorando a aderência mecânica, não somente em curvas de baixa, mas gera um impacto em curvas de alta devido a alta aceleração lateral.

Figura 7.0 - McLaren MP4-26

No meio do carro encontramos uma lateral bastante alta em comparação aos outros carros, a lateral fica paralela ao assoalho, ponto “A”, gerando um canal, que também foi introduzida pela Toro Rosso para gerar um fluxo direto do ar, sem distorção para o difusor traseiro, todo esse processo inciando no ponto “A” ao ponto “B” para o ponto “D”.

A McLaren em 2011 se concentrou bastante em desenvolver um conceito para conduzir o ar para a traseira do carro com a melhor canalização possível, assim introduzindo não só as laterais altas mas também em forma de “U”, desso modo o volume de ar na área posterior do carro é maior e melhor canalizado, como podemos ver no ponto “C”, algumas equipes chegaram a comentar que já aviam pensado nesta solução mas não tinham chegado a uma conclusão solida.

Figura 8.0 - Maclaren MP4-26

Finalmente o sistema mais complexo de refrigeração da Formula 1, eles distribuirão em 4 áreas distintas no carro começando com o ponto “A”, para a refrigeração das baterias do Kers, assim trabalhando em uma temperatura ideal e não super aquecendo, desse modo a potencia quando acionada fica sempre constante. A RedBull teve problemas no Kers este ano devido exatamente ao aquecimento das baterias.

No ponto “C”, esta a refrigeração do sistema de cambio, assim mantendo sempre em sua máxima performance. No ponto “D” e “E” esta a canalização de ar para o óleo do motor e água. O ponto “B” como a maioria deve saber, é para a admissão de ar do motor, a medida da abertura desse canal é determinada pela FIA no regulamento técnico.

Figura 9.0 - McLaren Mp4-26

Pessoal espero que tenham gostado dessa analise de engenharia e aerodinâmica, tenho estudado bastante essa área já que tenho passado bastante tempo na fabrica para conhecer mais a dinâmica de veiculo, espero escrever mais desses blogs no futuro. Vou deixar vocês comentarem agora.


Hong Kong

terça-feira, 11 de outubro, 2011

 

A cidade que nunca dorme, muitas pessoas tem imigrado de diferentes países para trabalhar nesse pais/cidade, o mais comum é publicitários, professores,bancários e investidores. A cidade tem um vasta variedade de culturas porque já foi imigrada por bastante pessoas de outros países, porem tem uma forte influencia Chinese e os costumes nas áreas ao redor da cidade ainda é muito forte.

 

Apesar de Hong Kong ter passado para o controle Chinês, o nome em cantonês da região (“Hong Kong”) permanece como referência internacional, em detrimento do equivalente em chinês mandarim. A escrita do nome do território, tanto em cantonês como chinês, é representada pelos mesmos caracteres.

 

A população de Hong Kong cresceu principalmente durante a década de 1990, alcançando 6,94 milhões em 2005. Cerca de 96% da população de Hong Kong é chinesa, a maioria cantonesa. Grupos como Hakka e Teochew também são importantes. Utilizando em questões governamentais, o cantonês é falado pela maioria da população local chinesa em casa e no trabalho, apesar do inglês também ser compreendido e falado por mais de um terço da população.

 

O pais/cidade é realmente concentrado na parte urbanizada, pois a outra pais geográfica do pais é muito montanhosa, porem o melhor do melhor esta realmente na cidade e visitantes e turistas não estão muito interessados em passar pela parte montanhosa e sim explorar essa cidade luminosa.

Ferrari World

sexta-feira, 7 de outubro, 2011

O Abu Dhabi world é o parque temático da Ferrari, provavelmente poderia também ser descrito como uma vitrine da marca, pois alem do ADW ter brinquedos para a diversão do publico existe também muitas partes somente da historia da Ferrari, e que historia, só na Formula 1 eles completam 60 anos.

Quando visitei as instalações ao lado pista de Formula 1 fiquei impressionado, é enorme, grande mesmo, tudo muito bem cuidado e bem feito, com agressividade no design mas também sem deixar de ser clássico como a marca. Quando você chega ao local é como se fosse uma entrada de um shopping, muito bem limpo e climatizado com escadas rolantes para subir ao ingresso, que ao comprar as entradas, você já consegue ver dentro, assim deixando uma ansiedade de explorar o local.

Dentro do parque tem varias sessões, você pode conhecer como foram feitos os carros em um tour miniatura da Ferrari, pode ir ao cinema dentro do local, simuladores, loja para suvenir, pode conhecer os boxes da F-1 de perto, tem também uma especie de jogo de perguntas e respostas que você precisa apertar os botoes no controle da cadeira para participar, e no final recebe uma nota do seu conhecimento sobre automobilismo e Ferrari, tirei 10 é claro, modéstia parte as perguntas eram muito fáceis, mas para o publico normal pode ate ser difícil.

Eles tem sessões de apresentação em 3D, salas vip para comer ou relaxar se estiver cansado, trens pequenos para crianças, e no meio do parque tem um elevador que despenca como todos os outros parques temáticos. As ruas são nomeadas referente a tudo que existe relacionado a Ferrari e Italia, uma coisa que eles demostram muito no parque é o patriotismo, logico, porque Italia não é Italia sem Ferrari como Ferrari não é Ferrari sem Italia.

Os simuladores são legais, muito legais para ser sincero, o da Formula 1 e o de turismo são bem avançados para o publico em geral, mas para entrar neles você precisa agendar seu nome, porque é bastante ocupado. Existe também um passeio com um carro na água, que você precisa vestir uma capa de chuva que eles fornecem, essa parte não gostei muito, é tudo muito escuro dentro do passeio e a capa de chuva estava com um odor horrível, serio mesmo, mas para experimentar foi demais, mas não voltaria nesse.

No passeio dentro da fabrica, foi demais, eles explicam como é produzido os carros, e quando chegamos a algumas telas, o carinho gira, tudo em 3D, assim você precisa usar os óculos para ver essa parte, e o carrinho que você esta sentado fica girando 360° para ter o acesso de mostrar tanto ao lado direito como o esquerdo, frente e atrás.

A praça de alimentação é muito bem servida, com varias opções e não somente pizza, coisa da Italia, tem um café bar também, eles trazem o café direto da Italia que por sinal é muito bom. O cinema mostra as corridas dos anos 60, muito interessante, pra ter uma ideia de como as coisas mudaram e rápido, ainda existe o volante e quatro rodas, mas a coisa é bem diferente, como eles ainda corriam em estradas de chão ou de pedra, ou pelo fato deles pararem para trocarem os pneus que estavam furados, coisa que hoje nem passa pela cabeça.

Sem contar com a montanha russa que é rapidíssima, muito rápida, a aceleração do brinquedo é demais, incrivelmente bem feito. Fiquei impressionado com o vento na cara quando estávamos realmente em ação, ainda bem que eles forneceram os óculos.

Em geral eu daria uma nota 9 para o parque, muito interessante, muito bonito, bem arrumado com uma praça de alimentação bem abundante e varias atrações, porem deixou a desejar em alguns brinquedos, já que eles falam tanto em parque temático, eles poderiam ser um pouco mais interativo ao invés de mostrarem somente quanto a Ferrari é poderosa, nos já sabemos disso, mas quem pagou gostaria de ter um pouco mais de adrenalina já que o mundo vermelho é rápido e caro.


Viagem ao Japão

quarta-feira, 5 de outubro, 2011

Depois de 24 horas viajando para o Japão finalmente cheguei, foi uma viagem longa, tao longa que li o jornal Daily Mail de Londres para Hong Kong, e de Hong Kong a Tokyo li as figuras porque as letras do Financial Times do Japão é em Japonês. Li o Aleph também, um pouco confuso quando esta viajando ao lado de pessoas que não sabe exatamente para onde vão e o que iram fazer quando pegarem seus voos.

Em um momento fiquei parado no aeroporto de Hong Kong, observando as pessoas irem pra la e para ca, umas com pressa, outras com olhares tristes e alegres, outras com paixão ou solidão, mas todos estavam correndo, uns para a família, outros da sua própria realidade, e outros para uma nova vida. Todos nos somos viajantes, podemos viajar até quando estamos em casa, pelo nosso próprio interior, o importante é ser estrangeiro de nos mesmo, para sempre explorar o que tem de bom em qualquer lugar que estejamos.

O viajar também é contemplar o simples, como tomar uma água, ou um café ou ate lavar o rosto com água no banheiro, só para refrescar um pouco, sentar do lado de uma pessoa e sem mesmo conhece-la perguntar, how are you doing ? So pra quebrar o gelo da individualidade das cadeiras de aeroporto.

Ao decolar é como se deixássemos algo para traz, ao ficar no ponto mais alto é o momento de reflexão e ao pousar é a realidade. A realidade que deveríamos sempre estar, no agora para que tudo fosse realmente vivido e nada perdido.


Blog do Luiz Razia
www.luizrazia.com.br